sexta-feira, 3 de julho de 2026

DÚVIDAS, ENIGMAS E CONTRADIÇÕES BÍBLICA (Parte 1)


QUEM É A LUZ DO MUNDO, OS CRENTES OU JESUS?

"Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte." (Mt 5:14)

"Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida"(Jo 8:12)

PROBLEMA: Nessa passagem, Jesus disse a seus discípulos: "Vós sois a luz do mundo".

Entretanto, em João 9:5, Jesus declarou: "Sou a luz do mundo". 

Quem é então a luz do mundo, Jesus ou os seus discípulos?

SOLUÇÃO: 

Tanto Jesus como os discípulos são a luz do mundo. Jesus é a luz primária, e nós, seus discípulos, somos a luz secundária

Assim como a luz do sol é para a lua, Jesus é a fonte da luz, e nós somos os refletores dessa luz. 

Jesus disse: "Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo" (Jo 9:5). Agora que ele não mais está aqui, nós somos sua luz, refletida para o mundo.


Fonte: Manual poupular de dúvidas, enigmas e contradições biblicas.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

CULTO NO MONTE E GRAVETOS INCANDESCENTES

O pastor Ciro, nesse artigo, aborda um assunto bastante polêmico e muito discutido entre os irmãos em Cristo. Alguns acreditam que o monte é santo e que somente pode subir quem está supostamente “bem com Deus”, afirmando que pessoas em pecado não podem subir, “senão morre ou Deus fere”.

Com o passar do tempo, muitos criaram um misticismo em nosso meio, criando adoutrina do orar em monte, e acabaram esquecendo a instrução de Jesus:

“Mas tu, quando orares, entra no teu quarto, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que vê em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mateus 6:6)

Será que o poder está no monte… ou no Deus que ouve a oração sincera em qualquer lugar?

Deixo claro que, não sou contra o orar no monte, nem em qualquer outro lugar, até mesmo porque a bíblia nos instrui a "orar em todo lugar" (1 Tm 2:8).

Deus o abençoe e tenham um ótima leitura.

Já deixei claro neste blog - https://cirozibordi.blogspot.com/ - e em meu livro mais recente que tenho objeções quanto a cultos em montes. A bem da verdade, as minhas contestações não são quanto aos montes, em si, mas sim em relação a todo e qualquer culto em lugares abertos, sem proteção e segurança. Em certas cidades brasileiras, desprovidas de montes, o povo ora no meio do mato mesmo!

Como eu já freqüentei lugares como montes e vales, quando era novo convertido, falo com conhecimento de causa. E, justiça seja feita, existe em São Paulo, na cidade de Araçariguama, há cinqüenta quilômetros da capital, um lugar chamado Vale da Bênção, o qual, quando eu puder, volto lá para buscar a Deus, haja vista tratar-se de um local seguro. Bem, creio que já deu para perceber que uma das minhas objeções a oração e cultos no monte é a falta de segurança.

Muitos não sabem, porém algumas irmãs já foram violentadas em certos montes. E alguns irmãos já foram
assaltados. Em São Paulo, na Serra da Cantareira, irmãos foram atacados, há algum tempo, no meio da selva, por um grupo de macacos! Isso mesmo. Lembra-se daquele jovem que morreu, no Rio de Janeiro, há alguns anos, vítima de um raio? Se ele estivesse orando dentro do templo ou em casa, como Jesus ensinou, a tragédia não teria acontecido.

Mas há outras razões por que não recomendo cultos em montes. Para quem não sabe, o mormonismo, de Joseph Smith Jr., começou quando esse homem estava orando no meio do mato! Um anjo chamado Morôni se apresentou, e uma nova revelação — um outro evangelho — surgiu. Tenho notado que lugares assim costumam reunir pessoas voltadas ao misticismo, desprovidas de discernimento espiritual, sendo presas fáceis de espíritos enganadores e doutrinas de demônios (1 Tm 4.1; Gl 1.8). Nesses lugares, falsos profetas agem livremente.

Muitos freqüentadores afirmam que ficam mais perto do Senhor; e outros dizem ver gravetos pegando fogo... Ora, não podemos ignorar que, na escuridão de uma mata, ocorrem fenômenos naturais (como também no fundo do mar, por exemplo), além de ficarmos propensos a miragens. Experimente subir ao monte de dia para ver o tal graveto luminoso ou incandescente... Eu mesmo já fiz o teste. E, como somos espirituais — e os espirituais discernem bem tudo (1 Co 2.15) —, não podemos confundir fenômenos naturais com manifestações divinas sobrenaturais.


Moisés esteve na presença do Senhor no monte, que fumegava enquanto ele com Deus falava, como lemos em Êxodo 19. Isso sim é sobrenaturalidade! Jesus orava no monte também. E, na Transfiguração (e somente nesse caso), houve uma manifestação sobrenatural (Mt 17.1-13), embora nada comparável a supostos gravetos incandescentes...

Por outro lado, quais dos apóstolos oravam no monte? Para onde Pedro e João estavam indo, na hora da oração? Ao templo (At 3.1). Onde Pedro estava orando quando o Senhor lhe deu uma visão acerca da evangelização dos gentios? No terraço de uma casa (At 10.9). Nota-se que já nos tempos da igreja primitiva não se orava em montes.

Mas, por que o Senhor Jesus orava no monte? Porque queria ficar a sós com o Pai (Mt 14.23; Lc 9.18), e isso não seria possível na casa de alguém, devido ao assédio do povo, nem nas sinagogas, onde Ele era considerado persona non grata (Lc 6.12; 22.44). Observe, porém, que Ele também orava em lugares desertos, não necessariamente em montes (Lc 5.16). E que não realizava cultos em lugares assim; Ele apenas freqüentava locais desertos para ficar a sós com o Pai.

O Senhor Jesus orava nos montes e lugares desertos porque não havia na época templos como os de hoje. Mas Ele foi claro, ao dizer: “A minha casa será chamada casa de oração” (Mt 21.13). E também afirmou: “... quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai...” (Mt 6.6).

Diante do exposto, não chega a ser uma heresia orar em montes, vales ou no meio do mato. Mas, se não houver segurança, fazer isso é tentar ao Senhor. O crente que tem comunhão com Deus sabe que o Senhor ouve a sua oração no templo, em casa e em qualquer lugar (Mt 18.20; 1 Tm 2.8). Se houver um monte que não ponha em risco a integridade física dos freqüentadores, não vejo problema em visitá-lo. Agora, essa história de que os gravetos pegam fogo em cima do monte é misticismo puro!




As imagens não pertencem a postagem original, foram adicionadas pelo dono do blog.


domingo, 10 de maio de 2026

GRAVETOS QUE PEGAM FOGO: FIM DO MISTÉRIO (1)

Uma das principais alegações dos irmãos que gostam de subir ao monte para orar é: “O poder é tão grande no monte que até os gravetos pegam fogo!” Seria isso um sinal de Deus? Por que, então, ele só ocorre em montes?

“Não!” — um cristão místico argumentará — “Os gravetos trazidos do monte também brilham aqui em baixo”. É mesmo?

Bem, é claro que para o Todo-poderoso é muito fácil fazer gravetinhos pegarem fogo ou brilharem no escuro. Moisés esteve em um monte que fumegava (Êx 19). E o Senhor Jesus, em um monte, transfigurou-se diante de seus discípulos (Mt 17.1-13). Entretanto, cheguei à conclusão de que essa história dos gravetos incandescentes nada tem que ver com sobrenaturalidade.

Na escuridão de uma mata é comum ocorrerem fenômenos naturais. Um irmão de Francisco Beltrão-PR, Milton Rogério Seifert, o qual é engenheiro agrônomo, me enviou um e-mail pelo qual assevera: “Os gravetos incandescentes nada mais são que processos naturais de decomposição da madeira onde os fungos decompõem o material e brilham na escuridão. Se trouxermos os gravetos para casa e os colocarmos em um quarto escuro, e eles ficarem lá por um bom tempo, brilharão sempre que houver umidade, até a pupila do olho se acostumar”.

O irmão Milton Rogério também afirma que já foram descobertos até COGUMELOS bioluminescentes, os quais emitem luz 24 horas por dia! Segundo ele, existem inúmeros trabalhos de pesquisa científica nessa área. E conclui: “Em qualquer mata fechada quem entrar e ficar por lá um bom tempo, se houver umidade, os fungos brilharão assim que a nossa pupila relaxar”. Os tais gravetos incandescentes são, por conseguinte, um fenômeno natural, e não uma manifestação divina sobrenatural.

Mas, por que certos irmãos têm a predileção por orar em montes? Os apóstolos oravam em montes? Não! Aonde Pedro e João estavam indo, na hora da oração? Ao Templo (At 3.1). Onde Pedro estava orando quando o Senhor lhe deu uma visão acerca da evangelização dos gentios? No terraço de uma casa (At 10.9). Nos tempos da igreja primitiva não se orava em montes.

Por que o Senhor Jesus orava em montes? Porque queria ficar a sós com o Pai (Mt 14.23; Lc 9.18), livre do assédio do povo, e não para ver gravetos pegando fogo. E observe que Ele também orava em lugares desertos, não necessariamente em montes (Lc 5.16), mas jamais realizava cultos em lugares assim.

O Senhor orava em montes e lugares desertos porque não havia à época templos como os de hoje. Ele foi claro, ao discorrer sobre o local predileto para a oração: “A minha casa será chamada casa de oração” (Mt 21.13). E também: “quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai” (Mt 6.6).

Não chega a ser uma heresia orar em montes ou vales, em nossos dias. Se houver um local em que não se ponha em risco a integridade física dos seus frequentadores, não vejo problema em visitá-lo. Mas essa história de que os gravetos pegam fogo em cima do monte em geral é defendida por cristãos místicos, pois os verdadeiros milagres ocorrem onde e quando o Senhor quiser, e com propósitos bem definidos.



Ciro Sanches Zibordi

https://cirozibordi.blogspot.com/

https://cirozibordi.blogspot.com/2010/03/gravetos-que-pegam-fogo-fim-do-misterio.html

As imagens não pertencem a postagem original, foram adicionadas pelo dono do blog.

 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

GRAVETOS QUE PEGAM FOGO: FIM DO MISTÉRIO (2)

Segundo a Palavra de Deus, o homem espiritual discerne bem tudo, isto é, julga bem todas as coisas (1 Co 2.15; 1 Ts 5.21, ARA). Por isso, precisamos nos esforçar para distinguir entre milagre e fenômeno da natureza; entre sobrenaturalidade e naturalidade.

A fim de avalizar a informação que eu vinha apresentando neste blog, há mais de um ano, de que a luminescência de gravetos no meio da mata é um fenômeno natural, e não um sinal divino, o engenheiro agrônomo e irmão em Cristo Milton Rogério Seifert — CREA-PR 25554/d, formado pela Universidade Federal de Pelotas-RS — tem me enviado voluntariamente informações valiosas por e-mail.

“Entendo a sua preocupação, ao ver muitos crentes se desviando do verdadeiro sentido das vigílias de oração. Quando falei que esse fenômeno, estava sendo interpretado erroneamente, muitas pessoas não aceitaram... Mas, quando meu pai caçava, via esses fenômenos; eram vistos sem nenhum mistério. Temos aqui na cidade um monte onde os irmãos oravam, e o solo era muito rico em matéria orgânica. Então, quando pulavam na mata, saíam ‘línguas de fogo’ do chão, e eles interpretavam como sinais dos céus. Na verdade, era apenas o gás retido no solo da decomposição, o qual é expulso e fica incandescente” — explica Seifert.

Há muitos irmãos e místicos, como os ufólogos, que acham que os tais fenômenos são coisas do além. Seifert enfatiza que “existem insetos que brilham e principalmente as larvas (coleópteros), que emitem luz na noite. Se olharmos os gravetos, vemos que eles não brilham na totalidade, mas nas regiões onde a decomposição é maior”

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O irmão Seifert indica também o link http://uleinpa.blogspot.com/2009/01/nico-fungo-bioluminescente-da-amaznia.html, que informa a respeito do fungo bioluminescente da Amazônia. “Pensa-se, inclusive, em usar, no futuro, esses organismos para gerar energia” — conclui.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi


https://cirozibordi.blogspot.com/

https://cirozibordi.blogspot.com/2010/03/gravetos-que-pegam-fogo-fim-do-misterio_30.html

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Gospel Prime