quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

BATISMO EM ÁGUAS

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” (Mt 28:19)

Hoje falaremos sobre: o início do batismo cristão, a fórmula bíblica do batismo, por imersão e em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, quem não deve e quem deve ser batizado, o significado e a finalidade do batismo, e a responsabilidade do batizando.

O INÍCIO DO BATISMO CRISTÃO
O batismo cristão não é um sacramento como ensina a Igreja Católica. A palavra sacramento não existe no Novo Testamento; provém do latim e significa: "o meio de alcançar a graça divina". Jesus não nos deixou nenhum sacramento. Jesus nos deixou duas ordenanças: “O Batismo é a primeira ordenança, e a Ceia do Senhor é a segunda”. Convém que todo salvo seja primeiro batizado, para depois participar da Ceia. O batismo cristão começou com o Senhor Jesus. Ele foi o primeiro, ao ser batizado por João Batista. João era chamado de "Batista" ou o "emergidor" por causa do batismo que Deus lhe mandara realizar. Este batismo, conhecido como batismo de João ou de arrependimento (Mat. 3:5-8 e Atos 19:1-5), era temporário, pois visava a preparar o povo para receber Jesus, fazendo a transição da lei e profetas do Antigo Testamento, para o Evangelho de Cristo no Novo Testamento. O batismo de João Batista era para quem queria arrepender-se e ser salvo. O batismo cristão é para quem já se arrependeu e já está salvo. Jesus não necessitava de batismo, mas batizou-se, dando-nos o supremo exemplo como Homem (Mat. 3:13-17).

O BATISMO CRISTÃO É POR IMERSÃO 
Há igrejas que batizam por aspersão ou borrifação. Usam a palavra “rantizo” do grego, que significa aspergir ou salpicar. A palavra batismo é apenas transliterada do grego “baptizo”. ”Baptizo “significa imergir ou mergulhar. Sempre que a Bíblia se refere ao batismo, a palavra usada é “baptizo e nunca rantizo”. Em Rom. 6:3-5 alguns símbolos reforçam o ensino sobre o batismo por imersão, como: "sepultados pelo batismo", "plantados à semelhança da sua morte pelo batismo", etc. Outros exemplos são o batismo de Jesus e do eunuco (Mat. 3:16; Atos 8:38-39), através das expressões: “desceram à água” e “saíram da água”. Se o batismo fosse por aspersão, bastaria um copo d’água para salpicá-la na cabeça. Ao contrário, é necessário haver abundância de água para o ato batismal, pois a fórmula bíblica do batismo é por imersão. Tanto o que batiza como o que é batizado, ambos descem às águas. 


O BATISMO CRISTÃO É EM NOME DA TRINDADE 
 O Senhor Jesus determinou que o batismo seja feito em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Há igrejas que batizam só em nome de Jesus. Elas se apoiam em alguns textos de: (Atos 2:38; 8:16; 10:48; 19:5) que falam sobre batismo em nome do Senhor Jesus. Os textos de Atos falam de batismo feito na autoridade do Senhor Jesus (Mat. 28:18), envolvendo, portanto, toda a Trindade. Os textos citam apenas o nome de Jesus para distinguir (fazer diferença) de outros batismos da época, como o batismo de João, o batismo dos prosélitos, o batismo dos essênios, etc. Quando o próprio Senhor Jesus foi batizado, a Trindade estava presente (Mat. 3:16-17). Em Mat. 28:18-20 Jesus determinou o batismo em nome da Trindade. Portanto, a fórmula bíblica correta para o batismo é em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.Todo salvo que primeiro quer conhecer tudo da Bíblia para depois batizar-se, contraria o texto acima, onde está claro que o salvo deve batizar-se, e depois, continuar aprendendo sempre mais de Deus. 

QUEM NÃO DEVE SER BATIZADO? 
Não deve ser batizada a pessoa ainda perdida. Também não devem ser batizadas crianças recém-nascidas, e as que ainda não atingiram a idade da razão e consciência de pecado. O batismo de criança não tem valor nenhum e cria uma doutrina errada na mente dos adultos. Não existe batismo de criança na Bíblia. A criança ainda não pode crer e crer é um ato de fé. Ninguém pode exercer fé no lugar da criança, nem por qualquer outra pessoa. Cada um responde por si diante de Deus (Rom. 14:12). Pela criança responde a sua inocência (Luc. 18:15-17). Se morrer sem consciência de pecado está salva. Nós costumamos apresentar as crianças a Deus, conforme o desejo dos pais, consagrando-as e orando para que Deus as abençoe e as livre do mal. Trata-se de uma tradição bíblica muito importante desde o Antigo Testamento. Era feito sempre pelos judeus. O Senhor Jesus, com oito dias de nascido, foi levado ao Templo para ser apresentado e consagrado a Deus (Luc. 2:21-24). Porém isto nada tem a ver com o batismo. Jesus nos deu o supremo exemplo em tudo. Jesus batizou-se com quase 30 anos (Luc. 3:21-23). 


QUEM DEVE SER BATIZADO?
 
Em Atos 8:36-38 há uma pergunta sobre a condição para o batismo. A resposta é: O batismo é lícito a todo o que crê, isto é, que tem certeza da salvação. Em Marc. 16:16 Jesus diz: "Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado". Cremos ser esta a interpretação do texto: o “crer” no original grego tem um sentido amplo, abrangendo também a salvação de todos os males desta vida. Aquele que tem certeza da salvação e não quer batizar-se, desobedece à ordenança de Jesus. Desobediência é pecado e o pecado produz males e sofrimentos. Jesus quer nos salvar também desses males e sofrimentos nesta vida, mas isto está condicionado à obediência, a toda a vontade de Jesus, incluindo-se aí o batizar-se. O batismo não salva nem ajuda a salvar e não lava os pecados de ninguém. Da mesma forma, as boas obras não salvam nem ajudam a salvar. Lembre-se: Jesus salva sozinho. Compare, João 3:16-18; Rom. 3:20 e 28; Ef. 2:8-9. O batismo só deve ser ministrado a quem já se converteu a Jesus; quem tenha experimentado arrependimento sincero de pecados, tenha crido pela fé em Cristo, tenha certeza do perdão e da salvação. Todo aquele que já passou por essa experiência sente o desejo incontrolável de selar a sua fé pelo testemunho público do batismo. Assim, deve ser batizado todo aquele que já está salvo, para cumprir e obedecer à ordenança do Senhor Jesus. A Bíblia nos mostra vários exemplos. Todos que criam, e eram salvos, eram logo batizados (Atos 2:38 e 41; 8:12 e 16; 8:36-38; 9:18, etc.). O batismo em águas nada tem a ver com o batismo no Espírito Santo. No entanto, todos devem orar pedindo o batismo no Espírito Santo... 

SIGNIFICADO E FINALIDADE DO BATISMO 
O ato do batismo é um momento de alegria no Céu.
É um ato solene, festivo e de grande importância para a vida do batizando e da Igreja que o recebe. Quando o salvo desce às águas batismais e é coberto por elas, declara que, ao crer em Jesus, morreu para o mundo de pecado e foi sepultado com Cristo. Simbolicamente, quando ele sai das águas, está declarando que ressurgiu para viver uma nova vida em Cristo (Rom. 6:6-14; Col. 2:12). Assim, o significado do batismo é morte, sepultamento e ressurreição. Quando somos batizados, declaramos que Cristo morreu na cruz pelos nossos pecados para que nós morrêssemos para o pecado. Declaramos, ainda, que nos arrependemos, cremos pela fé e aceitamos a Cristo e Seu sacrifício como único meio de salvação, que recebemos o perdão, estamos salvos e seguros em Cristo e dispostos a servi-Lo e segui-Lo todos os dias da nossa vida. Portanto, a finalidade do batismo é dar testemunho público da fé e salvação em Jesus Cristo. Com o ato do batismo, proclamamos sem palavras e publicamente, e especialmente diante da Igreja, a salvação e a transformação que Jesus realizou em nosso interior. Isto glorifica ao Senhor (1a Cor. 6:20). 

RESPONSABILIDADE DO BATIZANDO 
O batizando deve estar liberto de toda a sorte de vícios e jogos (João 8:32 e 36; Luc. 21:34-36), ter sua situação matrimonial legal (1a Cor. 6:18) e vestir-se de forma decente (1a Tim. 2:9-10; 1a Ped. 3:1-7). A Bíblia diz (1a Cor. 11:14-15; Ez. 44:20) que é desonra para o homem usar cabelo comprido, mas para a mulher, isto lhe é honroso. O batismo é um ato de seriedade e de responsabilidade. O batizando deve ter certeza de que já está salvo (Atos 8:36-38). Se o salvo morrer sem ter oportunidade de ser batizado irá para o Céu. Foi o caso do ladrão da cruz (Luc. 23:33-43). Quando você creu em Cristo e foi salvo, passou a fazer parte da Igreja ou o corpo de Cristo mundial, e passou à posição de filho de Deus. Quando você é batizado (não havendo nenhum impedimento), passa também a ser membro da Igreja local. Isto lhe concede direitos e deveres. 

A) DIREITOS
Como membro, você tem direito de votar e ser votado para cargos ou funções nas assembleias da Igreja, participar das discussões e dar opiniões, participar da Ceia do Senhor, etc... 

B) DEVERES 
Você tem o dever de manter comunhão com seus irmãos em Cristo, manter os cultos com sua presença, ser fiel em tudo na sua vida em geral, diante de Deus e dos homens. Ser fiel nos dízimos e ofertas, participar da vida ativa da Igreja, servindo a Deus de coração. Dar testemunho compatível com o Evangelho em todos os ângulos da sua vida, etc. Deve consagrar a Deus sua vida, sua família e tudo o que possuir ou o envolver. As figuras abaixo dão a ideia do culto do batismo. Você estudou a Bíblia, creu e está salvo. Convidou para o seu batismo os familiares, vizinhos, conhecidos, amigos e até os inimigos. Todos assistem e juntos com o coral adoram a Deus pelo seu batismo. 

C) APELO 
Este estudo aplica-se mais aos salvos. Se alguém, no entanto, ainda não nasceu de novo e não tem certeza da salvação, arrependa-se e creia pela fé que os seus pecados crucificaram Jesus. Creia que Cristo já recebeu na cruz o castigo que você merecia, e receba hoje pela fé o perdão e a salvação (Rom. 3:20 e v. 28; Ef. 2:8-9; Isaias 53:4-6). 

CONCLUSÃO
O batismo cristão começou com Jesus. Não é um sacramento, mas a primeira ordenança. Deve ser feito por imersão e em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O batismo assim como as boas obras não salva nem ajudam a salvar. O batismo é para os salvos. Todo o salvo deve batizar-se, obedecendo à ordenança de Jesus. Dando o testemunho público de sua fé e salvação em Jesus Cristo. Deve integrar-se à vida ativa da Igreja, sempre exercendo seus direitos e deveres, sendo abençoado e sendo uma bênção. Leia a Bíblia. Comece pelo Novo Testamento. Amém.

domingo, 11 de janeiro de 2026

"DEUS OS ENTREGOU" (Rm 1:24,26,28)

“E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, Deus os entregou a um sentimento perverso…” (Rm 1:28)


Esse é um dos textos mais ignorados da Bíblia. Não porque seja difícil de entender, mas porque é difícil de aceitar. Em Romanos 1, Deus não aparece gritando, punindo ou destruindo. Ele faz algo muito mais sério: para de impedir. A Bíblia chama isso de “Deus os entregou”.
O detalhe que quase ninguém percebe é que isso não acontece de uma vez. Antes, Deus fala. Confronta. Alerta. Dá sinais. Toca a consciência. Mas quando a verdade é rejeitada vezes demais, chega um momento em que o céu se cala. Não porque Deus concordou, mas porque a decisão já foi tomada.
O silêncio, aqui, não é descanso. É juízo. É Deus dizendo: “viva exatamente o que você escolheu”. E o mais perigoso é que isso parece liberdade. Não há confronto, não há resistência, não há correção. Tudo flui. Mas flui para longe.
Esse texto nos obriga a uma pergunta desconfortável: e se o problema não for Deus estar distante, mas Deus ter parado de nos impedir? Porque o maior sinal de amor não é quando Ele deixa fazer tudo, é quando Ele corrige. 
O verdadeiro perigo começa quando Ele solta a mão.
Nem todo silêncio é ausência.
Alguns silêncios são o último aviso.

Créditos: Mércia Dumont

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

O CRISTÃO JILÓ

"Não vos conformeis com este mundo..." (Rm 12:2)

O jiló não foi feito para agradar todo mundo. Ele tem sabor próprio, identidade definida e não se adapta ao paladar de quem o prova. Ou você gosta, ou rejeita. Não existe meio-termo. E isso incomoda porque revela algo que muitos evitam aceitar: nem tudo foi criado para ser consenso.
O jiló não muda de gosto conforme o ambiente. Ele não absorve o tempero da panela, não se mistura para ser aceito e não perde sua essência para caber no gosto alheio. E a Bíblia chama exatamente isso de maturidade espiritual quando orienta: “Não vos conformeis com este mundo” (Romanos 12:2). Conformar-se é tomar a forma do ambiente, é moldar-se ao padrão externo para não desagradar.
O jiló não faz isso. Ele permanece sendo o que é, independentemente de quem o consome. E por isso não agrada todo mundo. Não porque esteja errado, mas porque identidade nunca foi construída para agradar. A própria Escritura deixa claro que viver para aceitação humana não combina com fidelidade espiritual: “Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1:10).
Identidade sempre divide opiniões. O que tem sabor próprio nunca será unanimidade. Jesus viveu assim, os apóstolos viveram assim, e a Bíblia nunca tratou isso como problema, mas como consequência. Quando todos gostam, quando tudo é facilmente digerido, a Palavra faz um alerta: “Ai de vós, quando todos vos louvarem” (Lucas 6:26).
O conflito não está no jiló. Está na expectativa de que tudo precise ser neutro, adaptável e confortável. O jiló confronta porque ele não pede permissão para existir do jeito que é. Ele simplesmente é.
Quem tem identidade em Cristo vive da mesma forma. Não se molda ao ambiente, não troca convicção por aceitação e não perde essência para manter aplausos. Isso não é dureza, é coerência. Não é arrogância, é fidelidade.
Nem todo paladar vai gostar.
Nem todo ambiente vai aplaudir.
E biblicamente, isso sempre fez parte do caminho.

O jiló continua sendo jiló.
E identidade verdadeira continua incomodando.


Crédito: Mércia Dumont 



domingo, 4 de janeiro de 2026

VIVA LA LIBERTAD DE VENEZUELA

Há um ditado que diz: “Quem sente a dor é quem geme.”

O povo está nas ruas porque não suportava mais décadas de opressão, miséria e submissão impostas por um regime totalitário, comunista e ditatorial. A alegria que hoje se vê não é ideológica; é o grito de quem sobreviveu ao limite da fome e da humilhação.


O mais revoltante é perceber que parte da esquerda não se importa com o que o povo realmente sente ou deseja. O compromisso não é com a dignidade humana, mas com a manutenção dos aliados no poder, mesmo que isso signifique extorquir, calar e massacrar a própria população em benefício de interesses políticos e ideológicos.

Neste momento, pouco importam os interesses dos Estados Unidos ou de qualquer potência estrangeira. O que importa é a liberdade de um povo esmagado por anos de sofrimento, vivendo com um salário mínimo oficial que hoje equivale a cerca de 1 dólar por mês, cerca de R$ 5 sem reajustes a anos, um valor indigno e incapaz de garantir o básico para a sobrevivência.

Não se trata de geopolítica. Trata-se de humanidade. Trata-se do direito de um povo viver sem medo, sem fome e sem correntes.

Viva la libertad de Venezuela!

Créditos: Marcos Aleluia

Gospel Prime