“E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, Deus os entregou a um sentimento perverso…” (Rm 1:28)
O detalhe que quase ninguém percebe é que isso não acontece de uma vez. Antes, Deus fala. Confronta. Alerta. Dá sinais. Toca a consciência. Mas quando a verdade é rejeitada vezes demais, chega um momento em que o céu se cala. Não porque Deus concordou, mas porque a decisão já foi tomada.
O silêncio, aqui, não é descanso. É juízo. É Deus dizendo: “viva exatamente o que você escolheu”. E o mais perigoso é que isso parece liberdade. Não há confronto, não há resistência, não há correção. Tudo flui. Mas flui para longe.
Esse texto nos obriga a uma pergunta desconfortável: e se o problema não for Deus estar distante, mas Deus ter parado de nos impedir? Porque o maior sinal de amor não é quando Ele deixa fazer tudo, é quando Ele corrige.
O verdadeiro perigo começa quando Ele solta a mão.
Nem todo silêncio é ausência.
Alguns silêncios são o último aviso.
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